Paguei o carnê em dia

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Atualizem seus feeds! Avisem as vizinhas! Escrevam nos muros:

A diiirce está de casa nova!

Chega desse puxadinho! Agora eu tenho casa própria!

Fui para o www.diiirce.com.br!

Tudo bem que aquilo parece uma favelinha digital, uma bagunça, péssimo visual… mas é meu!

E digo mais: logo menos minha casa vai estar pintada, decorada, mobiliada, toda trabalhada para receber visitas.

Estamos em obras, mas estamos online!

#Fail

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Pessoal

Estou tentando registrar meu domínio e migrar para o wordpress.org. Tá difícil! Por isso não ando respondendo ao comentários. Se tudo der certo, até o fim dessa semana eu mando resposta para todo mundo que escreveu!

Estamos trabalhando para melhor atendê-los!

Agradecemos à compreensão

A diretoria

Papos e bocejos

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sonoOntem a @redemulheremae promoveu uma #festanotwitter para discutir o sono.

Tantas mães, tantas olheiras, tantos goles de café…

Ó amado e idolatrado sono das crianças, que permite as mães papearem no Twitter, cuidarem da casa, fazerem as unhas, cozinharem, tomarem banho e, se der tempo, de dormirem também.

Mas sabe o que ninguém comentou? Da versão dos bebês para o sono!

Pense dormir num lugar perfeito – o colo da mãe – e dar aquela acordadinha num lugar escuro, frio. E daí você tenta mudar de posição, mas não dá. Você ainda não sabe rolar. Você tenta, tenta e, óbvio, pede a ajuda da mãe.

Já devolta ao berço, você acorda de novo. Agora com um incômodo. A fralda está cheia de xixi. Você sabe onde está a fralda, o lencinho, mas ainda não sabe se mexer! Chama a mãe de novo.

E volta pro sono. Uma hora depois, você acorda com o estômago grudado nas costas. Você bem que queria um pedaço daquela pizza na geladeira, mas tudo o que lhe é permitido vem dela: a mãe!

Pronto! Mamou, trocou, ganhou beijos e abraços. Você é capaz de dormir umas 12 horas seguidas. Mas, não! A visita chegou. Todo mundo pega no colo, aperta a bochechinha, cutuca. Depois alguém arranca a sua roupa e banho! Mas você só quer dormir!!!

Daí a mãe nina. Depois o pai chacoalha. A mãe tenta de novo! Nada! Claro, agora você quer brincar! Para que dormir?

Mais leite, outra fralda e você se cansa. Vai pegando no sono pesado e começa a sentir uma cólica dos infernos! Mas assim ninguém consegue dormir!

Passada a cólica, o cocô, a fralda, o leite, outra fralda, agora você dorme. Mas mamãe te deixou de barriga para cima e tudo o que você queria era se deitar de lado. Ela acorda exausta e, em vez de simplesmente te virar, ela começa todo o processo fralda-leite-arroto…

A mãe reclama que não pode dormir, mas ter necessidades e não conseguir supri-las deve ser horrível! Ter que depender de alguém para fazer tudo é angustiante, não?

Nós, mães, precisamos rever nossos conceitos. Acho que somos egoístas demais, pensando só nas nossas privações, no nosso cansaço. Por mais que tenhamos dificuldades, podemos fazer várias coisas sem depender de ninguém; nossos bebês, não.

Fica aqui a minha dica: antes de tacar o primeiro bibelô na parede enquanto seu filho se enguela sem motivo aparente, lembre-se de que ele só quer alguma coisa que, sozinho, não vai conseguir. Ele precisa de você!

Imagem: daqui

Tô grávida!

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erauma

Olha lá o leitor do blog correndo para dar os parabéns!

Mas vamos ler o post inteiro antes de pagar mico.

Dizem que escrever um livro é como parir um filho. Se a máxima for verdadeira, cabe a mim dizer que estou grávida, oras!

Já defini o tema, os capítulos e já tenho algumas páginas escritas. Já pesquisei sobre o assunto, já li livros semelhantes… Enfim, estou engajada neste novo projeto.

Daí eu pensei eu com meus botões: #comofaz

Tem que registrar o direito autoral? Pode enviar para um monte de editoras? É melhor enviar via QI? Como entrar em contato com pessoas que poderiam dar uma mãozinha nesse aspecto? Manda impresso ou eletrônico? Assino como Milene Massucato, Milene Rabello, como Dirce? Como enviar uma cópia para uma pessoa influente no meio dar pitacos? Como? Como? Como?

O livro nem está pronto, e eu já estou me preocupando com os trâmites burocráticos da coisa. Mas gravidez é assim mesmo, né? Ansiedade, vontade de ver a carinha do filho, enjoos, nervoso, muuuuitos palpites (bons e ruins), insônia, medo, fantasia, responsabilidade…

E, olha, vai rolar um suspense master-plããs agora, porque eu não vou sair contando sobre o que é meu livro, né? Mas deixo uma pista: é sobre o universo materno.

E antes que o post termine, desculpe pela mentirinha!

Sonho de consumo das patroas

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diplom

Harvard, MIT e Universidade de Stanford almejam ter esse curso na grade, mas ainda não possuem a deliberação.

O pedido de registro de curso no MEC está praticamente aprovado. As turmas já estão esgotadas. Há pedidos de licenciamento do curso para várias partes do globo, e gente do mundo todo já garantiu a vaga para o excepcional, o magnânimo, o único

MBA em GESTÃO DA FAXINA DOMÉSTICA E ATIVIDADES DO LAR

Público-alvo: faxineiras, diaristas, mensalistas.

Objetivo: Capacitar o profissional a fazer uma faxina daquelas.

Contemplando a seguinte matriz curricular:

  • Metodologia da faxina com panos limpos (chega de usar aquele paninho mequetrefe para limpar todos os cômodos da casa)
  • Leitura e interpretação de rótulos (aprendendo a utilizar os produtos de limpeza, porque não se passa desinfetante no fogão, nem lustra móveis no chão)
  • Introdução à química – para misturar e diluir os produtos corretamente (agora a gente vai saber o que é aquela mistura esverdeada, fermentosa, com cheiro de removedor, lavanda e pinho!)
  • Métodos de separação de itens para lavar (roupa é roupa, tapete é tapete, toalha é toalha)
  • Gestão da limpeza de itens eletrônicos (sem ocasionar quebras, sem desconfigurar nada… sucesso!)
  • Gerenciamento e domesticação de interruptores e controles remotos (porque eles são agressivos e mordem – só pode!)
  • Planejamento estratégico de limpeza posterior (porque os móveis tem parte de trás!)
  • Planejamento estratégico de limpeza inferior (porque os móveis tem parte de baixo)
  • Habilitação para uso do AutoCAD Faxiner (para entender o mecanismo 3D dos objetos a serem limpos)
  • Comportamento organizacional (incluindo o uso do celular no trabalho, volume de voz, uso do rádio e da TV e trabalho no modo mute)
  • Gestão por competências (se a dona da casa pediu para limpar, tem que fazer direito – compete à patroa mandar, e ao empregado obedecer)
  • Fundamentos da alimentação (como sobreviver à faxina sem a ingestão de chocolates, geléias, biscoitos e outras iguarias)
  • Português instrumental (para escrita de listas e recados, leituras de avisos, comunicação por voz sem o uso excessivo de jargões como “bassora”, “reziztro”, “parteleira”)
  • Desenvolvimento de proatividade (trabalhando técnicas motivacionais de “está sujo, limpe; está bagunçado, arrume” e “não espere a patroa mandar”) 
  • Introdução à legislação trabalhista (porque não é legal por a patroa no pau)
  • Organização e estudo de armários (chega de dizer “onde a fulana enfiou minha calça nova?”)
  • Segurança no trabalho (evitar quebras e perdas de objetos pode salvar vidas de faxineiras)
  • Fundamentos da faxina moderna (contemplando o uso dos botões das máquinas de lavar e secar, funções do ferro de passar, uso do aspirador de pó, dentre outros gadgets domésticos)
  • Estágio supervisionado (por monitores com TOC, ablutomaníacos e acribomaníacos)

 

O participante só recebe a titulação após avaliação rigorosa do teste do dedinho. Doutores e pós-doutores honoris causa avaliarão a faxina bem feita passando o dedo em cantos e frestas que só o profissional capacitado é capaz de limpar.

Inscrições: ESGOTADAS. Aguarde nova formação de turmas.

Investimento: ter uma casinha arrumada não tem preço!

Mais – muuuuito mais – do mesmo!

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brigasTodas as mulheres – com TPM ou não – vão amar!

Todas as crianças vão se lambuzar – e deixar o chão da casa cheio de resquícios!

Todos os homens vão dizer que não curtem muito doce – mas vão comer um monte!

Os velhinhos só não comem mais por causa da diabetes.

E a cachorrada toda abana o rabo esperando um deles cair no chão.

A festa sem ele não é festa.

De panela, enroladinho, na forma ou no copinho.

Segue agora a minha seleção de BRIGADEIROS.

Brigadeiro não tão Tradicional

Cozinhe uma lata de leite condensado na panela de pressão, com água até cobrir a lata, mas sem ultrapassar o limite de 3/4 da panela, por cerca de 20 minutos. Deixe esfriar umas 12 horas antes de abrir, se você não quiser sujar sua cozinha e ganhar queimaduras graves.

Leve ao fogo o leite condensado cozido, 1 colher de manteiga e 2 colheres de chocolate em pó (aquele do padre). Vá mexendo em fogo baixo, até começar a ferver e a mistura desgrudar do fundo da panela.

Fica no ponto perfeito de enrolar, mas se preferir, adicione creme de leite a gosto para fazer a versão copinho ou cobertura de bolo.

Brigadeiro de Nutella

Essa é difícil: faça a receita do brigadeiro e adicione 2 colheres de mãe (bem cheias) de Nutella e deixe dar o ponto de soltar da panela. O brigadeiro fica brilhante, bem fácil de enrolar. Você pode passar as bolinhas pelo granulado ou em avelãs moídas.

Brigadeiro não, Coronel

Leve ao fogo 1 lata de leite condensado, 1 colher de manteiga e 2 colheres gelatina de abacaxi. Cozinhe até soltar do fundo. Depois faça bolinhas e passe pelo coco queimado.

Brigadeiro de Ovomaltine

Leve ao fogo 1 lata de leite condensado, 1 colher de manteiga e 3 colheres de Ovomaltine, e blablablá. Depois de esfriar, você pode colocar mais uma colher de Ovomaltine e enrolar, ou então fazer as bolinhas e passar pelo Ovomaltine, em vez de no granulado. O problema é que tem que fazer no dia, por que os crespinhos acabam derretendo.

Dicas de Brigadeiro

Para enrolar, unte as mãos com água, e não com manteiga. O efeito é o mesmo, e o docinho não pega gosto.

Se você retirar o brigadeiro do fogo antes de ele desgrudar o fundo, dá para pingar o doce no granulado e enrolar. Ele fica com uma casquinha por fora e bem molinho por dentro.

Você pode colocar frutas dentro do brigadeiro: uva, uva-passa embebida no conhaque, morango, castanhas. Mas tem que consumir logo, senão estraga.

Só o leite condensado da mulherzinha dá o ponto certo do brigadeiro. Os outros até dão certo, mas não ficam iguais.

E chega que eu já engordei umas 500 calorias só de escrever!

 

 

Desapego

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COZINHA

Tudo começou há 15 dias, quando minha faxineira secretária do lar resolveu lavar as roupas sem minha permissão e manchou algumas peças de roupas. Chamar a atenção dela não ia tirar as estampas vermelhas não desejadas nas peças. Relevei, porque o filho dela ia se casar, e ela estava toda nervosa. Para o evento fez lifting e maquiagem de palhaço definitiva. Sinal de que não precisava de aumento, né?

Depois foi o episódio da prateleira.

Estava eu passando roupa e tuitando – porque eu consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo –, quando um estrondo quebrou o silêncio da casa.

– Tá tudo bem, fulana?

Encontro a figura emudecida em cima da escadinha, tremendo como se estivesse no vibracall, e minha cozinha destruída por um terremoto. A prateleira no chão, toda torta, um vidro de escabeche (onde o peixe estava mergulhado em quase 3 litros de azeite) estatelado no chão, minha panela de arroz tão querida despedaçada, meu grill e minha máquina de pão jogados, e o tesouro do filho (que ele fez com o pai na escola e encheu de balinhas, a fim de ganhar quando fizesse X número 2 no lugar certo) esgualepado no meio daquele azeite.

escabeche

Pense num vidro desses quebrado no chão de sua cozinha: azeite, sardinha e muita dó no coração.

Eu ia tirar uma foto e dividir com quem acompanhou o momento via twitter, mas acabei tendo que acalmar meu pequeno que chorava ao ver o tesourinho destruído. Foi a primeira perda dele. Chorei junto, só que de raiva.

Disse a faxineira que a prateleira caiu sozinha. E vai me dizer que você nunca viu prateleiras suicidas, que se arremessam longe das buchas que a prendem na parede? Num ato súbito de rebeldia, jogam tudo no chão e se cansam da vida de prateleirar?

Segundo ela, foi assim que aconteceu.

Meu marido (que quase surtou ao saber que não ia provar o escabeche que ele fez com os amigos com tanto carinho) perguntou o que ela achava justo. Os dois resolveram civilizadamente dividir o prejuízo. Ela pagaria em prestações, mas no fim das contas saiu sem querer a diária.

*****

Domingo, final de tarde, rolava um churrasco em casa para amigos e familiares, estava chovendo e frio. Tinha brigadeiro, uma criança, muita cerveja e alguns homens sem mira (se encontrarem um homem que a tenha, publiquem!!!). Enfim, eu praticava o desapego à ordem e ao asseio doméstico. Toca o telefone:

– Tô ligando para dizer que eu não vou mais na sua casa… Não tem mais clima!

Pausa para o Rivotril.

*****

Tudo bem que ela só vinha uma vez por semana, mas, né!? Agora vou ter que vestir o avental, estragar as unhas e me entregar à felicidade da faxina. Pelo menos ela ligou avisando. E eu nem me abalei muito, pois eu já estava meio p… da vida com ela.

Porque atrás de um blog atualizado existe uma pia cheia de louça para lavar.

Correria

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graf– A vida tá corrida, né?

– Ô! Nem me fale! É um corre-corre o dia todo…

– Tem que fazer tudo correndo e não dá tempo para mais nada!

– Bom, deixa eu correr pro banco que eu tô com pressa!

 

É por isso que eu calcei meus tênis e fui correr de verdade. Com direito a plano, meta, projeto, gráfico…

Correr é a hora em que eu posso escutar as minhas músicas sem interrupção, que eu posso escutar o som da minha respiração, que eu posso escutar meus pensamentos. E olha que tenho dedicado só 30 minutos desta atividade, por, no mínimo, 2 x na semana.

Confesso que é horrível fazer esforço, dói, você acha que não vai conseguir, falta ar. Mas a recompensa vem ao fim do exercício. A tal da endorfina. Ela vicia, juro! E com o tempo você pega o gosto em correr, só para receber uma dosezinha de endorfina.

Olhem só como estou mais animadinha:

Segue o link do app: MiCoach.

Segue o link da frase premiada: a curiosidade matou o gato!

Aprovado ou #Fail?

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Faz tempo que eu não venho aqui mostrar o que tem na sacola, né?

Mas vamos tirar a poeira do armário e mostrar o que eu ando usando!

 

luvas

 

Luvas de silicone Thermo Rubber da Avon Moda & Casa

Diz que suporta 135°, mas outro dia larguei as luvas em cima da grelha do fogão que ainda estavam quentes e olhem o que aconteceu: derreteu! Ainda dá para usar, mas confesso que não indico para ninguém e nem confio 100%: antes de pegar um forma, dou uma testada.

 

granado

 

Sabonete Líquido Hamamélis da Granado

Granado é Granado (olha o merchan na faixa!). Comprei este sabonete líquido e me surpreendi. O cheiro é muito bom, refrescante e fixa nas mãos sem ser enjoativo. Comprei o sabonete em barra também, mas ainda não usei. O fato é que vou para a cozinha, corto cebola, frito bife e depois lavo as mãos com ele: adeus cheiro de dona-de-casa!

 

ruffles

 

Ruffles Mostarda e Mel

Eu sou fã da combinação mostarda e mel, então fica fácil dizer que aprovei. Mas a diferença é que o rãsbãndi (marido) é chato para comer, e se falar que vai misturar doce com salgado, aí é que ele tá fora mesmo. E não é que ele aprovou o sabor desta Ruffles. Ainda não comi a de Strogonofe, nem a de Yakissoba, mas vamos combinar que estas versões não apetecem… Já computei meu voto na promoção Faça-me um sabor.

fps50

 

 

Protetor Solar Facial FPS 50 da Avon

Fiquei com uma dúvida: será que protege o rosto mesmo? Porque o cheiro é enjoativo, a consistência do produto é grossa, é difícil de espalhar – deixa o rosto esbranquiçado – e a embalagem não ajuda muito – o produto, por ser grosso, não sai fácil da bisnaga. Bom mesmo nem o preço: 26 paus! Ainda bem que sou revendedora e comprei com desconto!

 

As necessidades de Jack Sparrow

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pirateNinguém me falou que desfraldar filho era tão difícil. Não estava em livro nenhum, e ninguém me contou esse segredo. Mas achei injusto não abrir essa dificuldade para outras mães.

Sempre tive receio da fase anal (que não tem nada a ver com o episódio da Sandy), pois sei que um desfralde mal concretizado, um cocô que desceu descarga abaixo sem tchau, uma bronca, um “argh” são o suficiente para Freud deixar suas marcas num indivíduo. Já falei sobre isso aqui.

Daí que eu superei a fase cuecas no varal e a fase saindo de casa com o redutor do assento. Hoje meu filho é um quase homem, que só precisa de um banquinho para fazer seu xixi em pé, como todo machão o faz. É de fazer inveja a qualquer donzela que tenha que limpar a tampa, equilibrar-se no agachamento sem se encostar na tampa, com a bolsa enfiada no pescoço, sem um mísero papel para se enxugar.

Mas eu vim aqui falar de outra coisa: Cocô!

Ah, esse ser que insiste em sair nas cuecas…

E eu já sei o horário de funcionamento do intestino, e levo o filhote pro banheiro. Lá tocamos bateria sentados no penico, brincamos de fazer força e caretas no vaso, cantamos.

– Não quero fazer cocô!

– Tudo bem. A gente tenta outra hora! – diz a mãe, tentando conter o ar de decepção.

Veste, faz carinho. E o pequeno corre para o cantinho dos brinquedos, se concentra e… Pronto! Simples. Sem farra, sem palhaçada.

– Num vem aqui, mamãe!

– O cocô escapou, filho? – já com vontade de bater minha própria cabeça na parede, mas demonstrando total controle e sobriedade.

– Nãããããããão!

– Vamos lá limpar e levar o cocô para encontrar a família dele no rio…

– Nããããão! – como se eu estivesse prestes a decepar-lhe um dos braços.

Mais uma roupa para lavar, mais um texto psicanalítico para ler, mais uma dica da Super Nanny para se aplicar. E nada!

Meu último trunfo são os piratas: fizemos a cama de barco, colocamos jacarés em volta, amarramos panos na cabeça, arrumamos uma luneta de papel-alumínio, fizemos um tesouro de chocolates, imprimi um quadro de incentivo do tema.

– Agora temos que levar o pirata ao barco para ele ganhar o tesouro que a gente fez! Vamos ajudar o pirata?

– Vamos!

Expliquei a dinâmica para ele. Até agora, o resultado foi uma birra por querer o tesouro e uma recusa em se sentar no penico. Daí eu pedi a ajuda dos universitários das Twitmães, e recebi alguns conselhos, ouvi algumas verdades, encorajei e desencorajei outras navegadoras desse mar.

Capitão-Gancho, Barba Negra, Jack Sparrow, vamos dar uma força, aí, vai!